domingo, 4 de outubro de 2009

HOMILIA DO PRÓXIMO DOMINGO

11 DE OUTUBRO DOMINGO - O JOVEM RICO E JESUS

Marcos 10, 17-30

Prezadas irmãs, e prezados irmãos. Estamos no 28º domingo do tempo comum, e as leituras nos convidam a pensar seriamente no destino da nossa alma.

Na primeira leitura, temos uma comparação entre a riqueza e a sabedoria. Uma sugestão para que possamos dar preferência a sabedoria em vez da riqueza. Isto, porque, não vamos levar nenhum bem material para a vida eterna. Ao contrário, a sabedoria de Deus que nos vem através das palavras de Jesus, é que nos vai conduzir à vida eterna.

1ª Leitura - Livro da Sabedoria

Mal administrador. Isso mesmo, imagine num mal administrador. Aquele negligente que não sabe os princípios básicos de economizar os bens que tem, muito menos de investir no tempo correto de suas atividades. Tipicamente o homem que vive na tacocracia, lançado a partir do que o Senhor Tempo lhe pede - em outras palavras, à medida que ele exige. Ou então repare naquele rapaz chato, ao seu lado, que lhe comenta sobre assuntos totalmente indiretos ou irrelevantes a você. E você, meu caro leitor, querendo se desvencilhar da companhia, e ele, sem perceber, continua a lhe jogar papos indiscretos. Imagina no decote da moça que acabou de passar por você no meio da rua a ponto de já ter findado a sensualidade, porém, beirado ao ridículo. E aquele parente que nunca sabe escutar as pessoas? É, e só é. Esses são exemplos básicos de pessoas que não tem a sabedoria divina em suas vidas. Que preferem outros valores e características do que uma personalidade sapiencial. Salomão rezou e preferiu sabedoria a qualquer reinado e, por isso, é lembrado com maior vivacidade e dignidade do que seu pai, o monarca Davi. E você, também reza para Deus para tomar sempre decisões sábias em sua vida? Senhor Deus, dai-nos Seu sopro da sabedoria sensível e compreensiva em todas as nossas futuras ações, amém. (Lincoln Spada)

A Segunda leitura, Vai ressaltar que a sabedoria que é a palavra de Deus, é viva e penetrante como uma espada. E como foi penetrante e dolorosa a resposta de Jesus ao jovem rico, a qual vamos comentar a seguir.

E ainda nesta mesma leitora, vemos que Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Nada passa escondido aos olhos de Deus. Não vamos nos esquecer disso.

Em nossas escapadas nas quais enganamos as pessoas queridas, não estamos escondidos aos olhos de Deus que um dia vai nos julgar, até mesmo pelos nossos pensamentos mais íntimos.

Que fazer? Irmãos e irmãs. Procuremos viver na presença de Deus o mais que pudermos. E para isso, precisamos pedir constantemente a sua ajuda em nossas orações diárias.

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2ª Leitura - Livro dos Hebreus

Quando fazemos catequese, uma das primeiras lições que as senhoras nos tomam é de que Deus será sempre onipotente, onipresente e onisciente. E é disso que o texto acima trata. Por Ele se encontrar dentro de cada um de nós e nos apresentar nas mais diversas circunstâncias do nosso dia-a-dia, podemos sentir sua presença a cada minuto. E Ele nos conhece pelo nome, sabe todas as nossas vontades e sonhos, da mesma forma que se depara com as angústias e medos que mesclam em nosso peito. Mas, por ser tão bondoso e tão justo, Deus tem todo o poder para nos fazer felizes e emancipados por amor. É o Senhor Ágape quem nos faz sentir tão bem e satisfeito com a vida, e que nos prepara para as maiores bênçãos e as menores provações que receberemos durante nossa trajetória. Já que iniciamos falando sobre Catequese, lembro-me de uma passagem que li da autoria de Bruce Wilkinson. "Deus é como o pai que está ao lado de nós, filhos, em cima do escorregador num parque limpo e clássico de diversões. Ele quer nos dar a mão, Ele sabe que temos medo da sensação de escorregar, Ele quer nos proteger. Contudo, Ele nos dá a opção de seguir a caminhada sozinhos." Se soubermos fazer a escolha certa, teremos contato com Deus onisciente, onipresente e onipotente. Que sejamos humildes a ponto de optar pelas mãos protetoras de Nosso Senhor para guiar-nos pela nossa intensa vida, amém. (Lincoln Spada)

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O Evangelho nos convida a pensar e refletir sobre duas coisas ou realidades diametralmente opostas. A RIQUEZA E A POBREZA.

Aquele jovem ficou muito triste com a resposta de Jesus, e voltou para o seu mundo de conforto e fartura. Era um jovem rico, porém de muita fé, observava os mandamentos, coisa difícil para um jovem principalmente nos nossos dias. Bom menino! Ajoelhou-se diante de Jesus em sinal de humildade, reconhecimento e respeito pelo Filho de Deus.

Mais não obstante todas essas qualidades, o referido jovem não abriu mão de sua riqueza em prol dos pobres para seguir Jesus.

Apesar da explicação de Jesus com relação as dificuldade dos ricos se salvarem, Jesus não condenou aquele jovem. Aliás, Jesus até gostou do jeito dele. O que o Mestre quis dizer, é que é muito difícil entrarem no Reino de Deus os que põem a sua confiança nas riquezas! .

Então, nem todos os ricos estão condenados? Ufa! Que alívio! Você aí que está lendo esta reflexão e está com muito dinheiro, já estava até sentindo o calor do fogo dos infernos! Calma! Nem tanto ao mar! O problema da riqueza é isso que Jesus explicou. A pessoa colocar toda a sua confiança na riqueza, e esquecer-se de Deus, do próximo e da vida eterna, achando que o dinheiro resolve tudo.

Vamos tentar traçar um paralelo entre a riqueza e a pobreza.

A riqueza me dá a sensação de poder, de que eu não preciso de ninguém, nem mesmo de Deus. Torno-me arrogante, com uma atitude de quem sou melhor que todo mundo que me cerca. Não vejo o sofrimento do pobre e acho até que a sua pobreza é toda culpa dele. Acredito que o dinheiro compra tudo: saúde, prazer, pessoas, poder, boa comida e boas roupas, casas, carros etc. Até me esqueço que não é bem assim. Pois na realidade, o dinheiro não compra felicidade nem me livra de ter de morrer um dia.

Sinto que a riqueza me afasta de Deus.

A pobreza, ao contrário, me dá a sensação de insegurança, de dependência de todos, principalmente de Deus. A pobreza me faz humilde, me sentindo o pior dos mortais, por isso eu respeito a todos. Pelo fato de sofrer, eu entendo o sofrimento dos meus semelhantes, a até os ajudo de alguma maneira como posso. Como estou acostumado a viver quase sem dinheiro, acredito que este nem sempre compra tudo. Pois muitas vezes consegui mantimentos dando em troca apenas o meu trabalho.

Sinto que a pobreza me aproxima de Deus.

Por outro lado, existem ricos maravilhosos, que ajudam os pobres, e praticam a sua fé, ajudam a Igreja de forma vultosa, e são pessoas muito felizes e queridas, principalmente pelos seus empregados.

Ao contrário, existem pobres arrogantes, com jeito de quem come mortadela e arrota caviar, que imitam o jeito dos ricos e desprezam os pobres, e são odiados por eles.

Minha irmã, meu irmão. Com qual dessas realidades você se enquadrou, ou se identificou? Em que situação você se encontra hoje? Não fique esperando que eu lhe diga como você deve ser. Mas vou sugerir que releia o evangelho de hoje, e os outros evangelhos de Jesus. E lhe garanto que você vai encontrar o seu jeito cristão de ser. Vai encontrar o verdadeiro caminho da verdade e da vida.

Bom domingo,

Sal.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CELEBRAÇÃO DE DOMINGO DIA 04- UMA SÓ CARNE

04 DE OUTUBRO DOMINGO

Mc 10,2-16


Prezadas irmãs, e prezados irmãos. Através da liturgia de hoje, Jesus nos convida a refletir sobre o divórcio. Sobre a instituição do casamento que Deus uniu e o homem nem a mulher tem o direito de separar. Mas infelizmente, muitos homens e mulheres têm separado muitos casamentos unidos por Deus. E Jesus é categórico ao dizer, que. O homem que mandar a sua esposa embora e casar com outra mulher estará cometendo adultério contra a sua esposa. E, se a mulher mandar o seu marido embora e casar com outro homem, ela também estará cometendo adultério.”

Os fariseus mais uma vez procuraram um motivo para enquadrar criminalmente Jesus em algum artigo da Lei machista que associava o casamento à posse de bens materiais e dava ao homem o direito de repudiar sua mulher, relegando esta a uma posição de submissão. Jesus, porém, mostra o outro lado da moeda, ou seja, Ele recorre ao Projeto criador de Deus, para responder a interrogação maliciosa dos seus oponentes.

Na primeira leitura nós vimos que o homem e a mulher foram trans formados em uma só carne pelo matrimônio, em igualdade de condições e de direitos. E é exatamente isso que Jesus mostra na sua resposta aos fariseus arrogantes e machistas.

Na primeira leitura ouvimos também que “ o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne. ”

Viu? É para se desmamar do pai e principalmente da mamãe para se unir à sua mulher. Jesus deixou bem claro que não é para ir morar com a sogra. Porque, com todo respeito à senhora sua mãe, isso não dá certo. Não acredita? Então consulte alguém que já fez isso. Quem casa quer casa longe da casa onde se casa. O novo casal, por mais inexperiente que seja, precisa de liberdade para tocar a sua vida. É natural, que os pais (os sogros) deste casal, se sintam preocupados se os meninos vão saber administrar a nova vida. Mas lá no fundo estes pais estão é com saudades, e com ciúmes. E, se os deixar, eles vão ditar as regras de vida, ou seja, vão se intrometer mesmo na vida dos dois. Portanto, isso não é muito fácil, mais é bom que os pais deixem os filhos viverem a sua nova experiência em paz.

Na segunda leitura, ouvimos: conduzir à glória numerosos filhos, deliberou elevar à perfeição, pelo sofrimento, o autor da salvação deles, para que santificador e santificados formem um só todo.

Percebe-se aqui que a carta aos hebreus está se referindo à grande família universal, a Igreja. Todos nós que unidos pela fé formando uma só família, estamos espalhados pelo mundo inteiro e temos um Pai Celeste além do pai terrestre. Para nós, numerosos filhos do mesmo Pai, não existem distâncias porque a fé e a vivência na palavra de Jesus, transforma-nos num só todo.

Prezados irmãos e prezadas irmãs. Queremos aqui aproveitar para comentar uma realidade que tem dado muito motivo a brigas e separações dos casais, o casamento por interesses materiais e financeiros. É uma grande ilusão a ambição da aquisição dos bens materiais pelo chamado “golpe do Baú”. Porque a união da carne e da mente entre o casal, só subsiste se houver amor e a bênção de Deus através do sacerdote. Amor que deve ser verdadeiro de ambos os lados. Esse amor é o cimento que vai consolidar aqueles dois corpos e aquelas duas mentes para o resto da vida, até que a morte os separe.

Se você pesquisar o Catecismo da Igreja Católica, ou conversar com o padre, vai saber que em certos casos, a separação pode ser tolerada, ou autorizada pela Igreja. Mais, não é por causa disso, que você agora vai pensar: Ah! Legal! Minha mulher ronca. Eu posso me separar? Não! Meus marido já não é mais aquele, anda bebendo muito... então eu estou livre para... A resposta é, não! Mais por que? Porque o que Deus uniu, nem o homem nem a mulher podem separar.

Lamentavelmente, nem sempre os dois, maridos e mulher são católicos atuantes. E isso acontece, porque o amor surge indistintamente da convicção religiosa dos dois. E, também, as pessoas não se preocupam na hora de se escolherem, em saber qual a religião do outro. Dessa forma, podemos observar que nas comunidades paroquiais, a maior parte dos cristãos atuantes são do sexo feminino, onde vemos as esposas participando da catequese ou da liturgia, enquanto os maridos não se encontram presentes.

Por outro lado, às vezes temos cristãos atuantes do sexo masculino desacompanhados de suas respectivas esposas.

Sal

PREZEDOS IRMÃOS LEITORES DESTE BLOG: CONSIDERANDO A NECESSIDADE DE REFLEXÃO SOBRE O DIVOVÓRCIO OU SEPARAÇÃO, ADICIONAMOS OUTRAS REFLEXÕES AO COMENTÁRIO LITÚRGICO DESTE DOMINGO, PARA VOCÊ TER MAIS OPÇÕES NO PREPARO DE SUA HOMILIA.

BOA CELEBRAÇÃO. A PAZ DE CRISTO.

SAL



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